quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sol - A nossa estrela



Sol - A nossa estrela

O Sol é a estrela mais próxima de nós, sobre a qual a Terra e todos os outros planetas e objetos do nosso sistema solar orbitam.

Tal como as outras estrelas, o Sol é, basicamente, uma esfera gigante de plasma (gás incandescente) de 4,5 bilhões de anos, que realiza fusões nucleares dos seus átomos em seu centro, devido a enorme pressão gravitacional nesta região. Esta pressão gravitacional tende a concentrar cada vez mais da sua matéria no seu centro, mas é contrabalanceada pela energia da radiação resultante das fusões nucleares, fazendo com que permaneça em equilibrio hidrostático, quando se estabiliza com determinado tamanho. Quando há um desequilíbrio entre estas forças, a estrela sofre mudanças violentas na sua estrutura.

Atualmente, o Sol, considerado uma estrela anã adulta, está fundindo núcleos de hidrogênio, que hoje é 92.1% de sua massa, em núcleos de hélio, 7.8% de sua massa. Portanto, a quantidade de hidrogênio está diminuindo, enquanto aumenta a de hélio. Como o Sol funde 700 milhões de toneladas de hidrogênio a cada segundo, podemos calcular que o hidrogênio deve acabar em cerca de 5 bilhões de anos. Acabando o hidrogênio, a pressão da radiação das fusões nucleares cessará, fazendo com que o hélio acumulado sofra um colapso gravitacional. Devido a nova e maior compressão, a temperatura do núcleo aumentará o suficiente para fazer com que os núcleos de hélio se fundam em elementos mais pesados. Nesta fase, devido a uma maior energia nuclear do que gravitacional, o Sol aumentará muito de tamanho, tanto que poderá "engolir" a Terra. Neste momento, o Sol se tornará uma estrela do tipo gigante vermelha, que deve se expandir até alcançar um tamanho máximo, entrando em equilíbrio hidrostático novamente.

Estrelas mais massivas podem entrar e sair da fase de gigante vermelha várias vezes, a cada etapa queimando nos seus núcleos um combustível mais pesado que na etapa anterior. Mas o nosso Sol deve ficar cerca de um bilhão de anos como gigante vermelha e finalmente colapsar em uma anã branca, que é o produto final de uma estrela como a nossa. Como uma anã branca, ele pode ainda levar um trilhão de anos para esfriar completamente.

Na superfície do Sol, chamada de fotosfera, freqüentemente aparecem as manchas solares, que são regiões mais escuras de tamanhos variados (geralmente maiores que o nosso planeta), onde ocorre uma redução de temperatura e de pressão. O aparecimento das manchas está relacionado a variações do campo magnético do Sol, cuja intensidade média é de 1 Gauss, chegando a milhares de Gauss próximo a elas. Quanto maior a quantidade de manchas solares, maiores são as alterações na ionosfera terrestre, influindo nas comunicações de rádio no planeta Terra.

O Sol tem uma oscilação de atividade em ciclos de aproximadamente 11 anos, os chamados ciclos solares. A máxima duração registrada de um ciclo solar foi de 13 anos e 8 meses (de Setembro de 1784 a Maio de 1798) e a menor duração registrada foi de 9 anos exatos (de Junho de 1766 a Junho de 1775). No período de atividade mais elevada, conhecido como "máximo solar", grandes manchas e intensas explosões ocorrem quase diariamente, enquanto que períodos baixa atividade, denominado de mínimo solar, quase não existem explosões solares e pode passar semanas sem que uma única mancha apareça.

O Sol possui um movimento de rotação, com um período que varia de aproximadamente 25 dias no equador a 36 dias nos pólos. Podemos perceber a rotação do Sol aqui da Terra, observando o deslocamento das manchas solares ao longo do tempo. O Sol também realiza um movimento de translação em torno da Via Láctea, com um período de duzentos milhões de anos.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Olha aí macacada!!! Livros da Fuvest 2013


Livros da Fuvest 2013

Divulgada no início de 2012, a relação de obras de leitura obrigatória indicada pela Fuvest sofreu quatro alterações com relação ao ano passado. Os novos títulos são "Viagens na Minha Terra", de Almeida Garrett, "Til", de José de Alencar, "Sentimento do Mundo", de Carlos Drummond de Andrade, e "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis. A lista é válida para as provas da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).


Como nas edições anteriores, predominam os escritores do século 19 e da primeira metade do século 20 que produziram diferentes leituras do Brasil em suas obras.

Veja abaixo a relação completa dos livros e planeje suas próximas páginas de acordo com o que já leu e o que vai ler.

"Viagens na Minha Terra", de Almeida Garrett;

"Til", de José de Alencar;

"Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida;

"Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis;

"O Cortiço", de Aluísio Azevedo;

"A Cidade e as Serras", de Eça de Queirós;

"Vidas Secas", de Graciliano Ramos;

"Capitães da Areia", de Jorge Amado;

"Sentimento do Mundo", de Carlos Drummond de Andrade.

Eratóstenes


Como Eratóstenes descobriu que a terra é redonda há 2200 anos

Há aproximadamente 285 anos antes de Cristo, Eratóstenes descobriu que a terra é redonda e mais do que isso, conseguiu calcular a circunferência de nosso planeta de forma quase precisa, e incrível, se levarmos em conta os recursos e o conhecimento da época. Chamado popularmente de “beta” por seus contemporâneos, consideravam que Eratóstenes era o segundo melhor do mundo em tudo. Porém, certamente, em muitas coisas, ele era “alfa”.

 Eratóstenes era físico, astrônomo, matemático, historiador, geógrafo e bibliotecário. Nasceu em Cirene, na Grécia, vindo a falecer em Alexandria mais tarde.

Alexandria, na época, era a verdadeira capital do mundo, possuía uma enorme e moderna biblioteca onde Eratóstenes presidiu por um determinado tempo a convite do rei egípcio Ptolomeu III.

Um certo dia, na biblioteca de Alexandria, Eratóstenes leu um artigo bem interessante, onde dizia: Em Siena, mais ao sul de Alexandria, no dia mais comprido do ano (hoje 21 de junho, no pólo norte) precisamente ao meio-dia, o sol não projeta sombra sobre os corpos iluminados.

Como? Pensou Eratóstenes. Como pode um corpo iluminado pelo sol não projetar sombra na cidade de Siena e sempre projetar em Alexandria? Qualquer pessoa poderia ter deixado esse pensamento de lado, mas parece que Eratóstenes, realmente era alfa em muitas coisas.

Eratóstenes sabia que o sol estava tão longe da terra que seus raios chegariam até aqui paralelos, então como explicar que em Alexandria sempre aparecia sombra nos objetos iluminados pelo sol e em Siena não?

Em uma superfície plana isso não era possível de acontecer. Por exemplo, duas varetas, colocadas em locais distintos, devem apresentar o mesmo comprimento de sombra se o mundo fosse plano. Diferenças no comprimento das sobras, disse Eratóstenes, somente poderiam acontecer se a superfície da terra fosse curva, essa era a única explicação plausível.

E mais, no dia mais comprido do ano, Eratóstenes mediu, exatamente ao meio dia, quando o sol ficava a pino em Siena (sombras não eram projetadas), o tamanho da sombra de uma vareta em Alexandria para calcular a diferença de ângulo entre as duas cidades. Isso significa que, na hipótese das varetas serem colocadas tão profundamente, uma em Alexandria e outra em Siena, de modo que ambas se interceptassem no centro da terra, seria formado um ângulo entre elas. Esse ângulo era de (7°).

A diferença do ângulo entre as duas cidades era de exatamente (7°). Como uma esfera completa tem (360°), significa que cabem pouco mais de 50 posições de (7°) na esfera (360:7 = 51,42).

Agora, Eratóstenes precisava saber a distância entre Alexandria e Siena, para isso, ele contratou algumas pessoas para medirem. O resultado foi 800 km.

Multiplicando-se 800 por 50 = 40.000 km, esta foi a medida da circunferência da terra obtida por Eratóstenes. Sabemos que o valor correto atual é de 40.072 Km, ou seja, dois séculos antes de Cristo, usando-se varetas de sombra e cérebro, Eratóstenes mediu com extrema precisão o tamanho da circunferência de nosso planeta.

Ano Bissexto



Ano Bissexto

O ano bissexto é aquele que possui um dia a mais do que os outros anos que possuem  365 dias. No calendário gregoriano, este dia extra é contado a cada 4 anos, sendo incluído sempre no mês de fevereiro, que passa a ter 29 dias. O ano bissexto acontece  porque o ano-calendário tradicionalmente utilizado  possui uma diferença em relação ao ano solar. Enquanto que no calendário tradicional  o ano dura 365 dias para se completar; no calendário solar, dura 365,25 dias.
Essa diferença de 0,25 corresponde a fração de  um quarto de um dia. Sendo assim, a cada quatro anos temos a diferença de um dia em relação ao calendário convencional e solar. Esse dia é justamente o que caracteriza o ano bissexto.
           
Origem nome

O ano bissexto teve início no Egito em 238 a.C. Em 45 a.C. Entretanto, foi o imperador romano Júlio César quem trouxe a idéia do ano bissexto para o ocidente.
No antigo calendário romano, os dias recebiam nomes com base no ciclo lunar e um mês dividia-se em três seções separadas por três dias fixos: Calendas (lua nova), Nonas (quarto-crescente) e Idos (lua cheia). Os dias eram designados por números ordinais contados em ordem retrógrada em relação ao dia fixo subsequente, algo semelhante ao costume que temos em dizer um horário de 16:45h com sendo “15 para as 5”.
Desta forma o dia 3 de fevereiro, por exemplo, chamava-se “antediem III Nonas Februarii”, ou seja “três dias antes da Nona de Fevereiro” e o dia 24 de fevereiro chamava-se “antediem VI Calendas Martii” ou “antediem sextum Calendas Martii”, ou seja “sexto dia antes da Calendas de Março”.
O imperador romano Julio César ao fazer a introdução de mais um dia no ano, optou pelo o mês de fevereiro, e dentro deste mês escolheu por duplicar o dia 24, chamando-o de “antediem bis-sextum Calendas Martii” (De novo o sexto dia antes das Calendas de Março), surge então o nome “ bissexto”, que passou a designar o ano que tivesse este dia suplementar.
Júlio César escolheu o mês de fevereiro para adicionar um dia porque, além de ser o mês mais curto do ano, com 28 dias, também era  último mês do ano entre os romanos, e que por eles era considerado como um mês egativo. Desta forma a escolha por duplicar o dia 24, ao invés de ser introduzido o novo dia 29 (como atualmente fazemos) se deu por motivos supersticiosos.
                              
Como calcular um ano bissexto
A partir da introdução do calendário Gregoriano foram adotadas as seguintes regras:
1- Todo ano divisível por 4 é bissexto.
2- Todo ano quando divisível por 100 não é ano bissexto.
3- Mas, se o ano for também divisível por 400 é ano bissexto.
Outras formas de contar o tempo
Existem outras formas  de contar o tempo. Os chineses, por exemplo, baseiam seu calendário através dos movimentos da Lua e dividem o tempo em ciclos de 60 anos. Porém, o calendário gregoriano  foi escolhido para ser universal, reconhecido por todos os países.

Próximos anos Bissextos: 2012, 2016, 2020, 2024, 2028, 2032, 2036, 2040, e etc.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ciência em LUTO!!!!



Ciência em LUTO!!!! Morre Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores do século 20


Um dos mais influentes historiadores do século 20, o britânico Eric Hobsbawm morreu nesta segunda-feira em Londres aos 95 anos, confirmaram familiares. Em entrevista à imprensa, a filha de Hobsbawn, Julia, disse que seu pai morreu no início da manhã no Royal Free Hospital, onde ele se tratava de uma pneumonia. "Sua ausência será imensamente sentida não só por sua esposa de mais de 50 anos, Marlene, por seus três filhos, sete netos e bisnetos, mas também por muitos leitores e estudantes ao redor do mundo", informou um comunicado da família. A reputação do historiador deve-se, principalmente, a quatro obras escritas por ele, entre elas "Era dos Extremos: o Breve Século 20: 1914 - 1991", livro que foi traduzido em 40 línguas. De família judia, Hobsbawm nasceu na cidade de Alexandria, no Egito, em 1917, o mesmo ano da Revolução Russa, que representou a derrocada do czarismo e o início do comunismo no país. Não por coincidência, a vida do historiador e seus trabalhos foram moldados dentro de um compromisso duradouro com o socialismo radical. O pai de Hobsbawm, o britânico Leopold Percy, e sua mãe, a austríaca Nelly Grün, mudaram-se para Viena, na Áustria, quando o historiador tinha dois anos e, logo depois, para Berlim, na Alemanha. Hobsbawm aderiu ao Partido Comunista aos 14 anos, após a morte precoce de seus pais. Na ocasião, ele foi morar com seu tio. Em 1933, com o início da ascensão de Hitler na Alemanha, ele e seu tio mudaram-se para Londres, na Inglaterra. Após obter um PhD da Universidade de Cambridge, tornou-se professor no Birkbeck College em 1947 e, um ano depois, publicou o primeiro de seus mais de 30 livros. Hobsbawm foi casado duas vezes e teve três filhos, Julia, Andy e Joshua. Na década de 80, Hobsbawm comentou sobre sua fuga da Alemanha. "Qualquer um que viu a ascensão de Hitler em primeira mão não poderia ter sido ajudado, mas moldado por isso, politicamente. Esse garoto ainda está aqui dentro em algum lugar - e sempre estará". Obra Entre as obras mais conhecidas de Hobsbawm, estão os três volumes sobre a história do século 19 e "Era dos Extremos", que cobriu oito décadas da Segunda Guerra Mundial ao colapso da União Soviética. Já como presidente do Birkbeck College, ele publicou seu último livro, "Como mudar o mundo - Marx e o marxismo 1840-2011", no ano passado. O historiador afirmou que ele tinha vivido "no século mais extraordinário e terrível da história humana". Marxista inveterado, ele reconheceu a derrocada do comunismo no século 20, mas afirmou não ter desistido de seus ideais esquerdistas. Em abril deste ano, Hobsbawm disse ao colega historiador Simon Schama que ele gostaria de ser lembrado como "alguém que não apenas manteve a bandeira tremulando, mas quem mostrou que ao balançá-la pode alcançar alguma coisa, ao menos por meio de bons livros".